quarta-feira, 27 de junho de 2012

Invento com jeitinho brasileiro vira capa de revista científica

Redação do Site Inovação Tecnológica - 01/06/2012


 Com US$2,00 os brasileiros substituíram um equipamento de US$ 25.000,00, abrindo caminho para a popularização da espectrometria de massas. [Imagem: Schwab et al./Analyst].

Jeitinho inovador
      Parece que o jeitinho brasileiro funciona também na ciência.
     Pesquisadores brasileiros desenvolveram um equipamento de alta tecnologia usando recursos inacreditavelmente simples.   Jesuí Vergilio Visentainer, da Universidade Estadual de Maringá, no Paraná, liderou o desenvolvimento de uma fonte de ionização e dessorção de amostras para análise por espectrometria de massas.
    Trocando em miúdos, é um dispositivo inédito, sensível e portátil, que promete simplificar a análise dos componentes químicos presentes em uma amostra de material.    Um equipamento desse tipo custa hoje cerca de US$25.000,00.     Jesuí resolveu o problema com US$2,00.
     O aparelho foi construído com uma lata de ar comprimido, uma mangueirinha de soro, uma agulha de injeção e um capilar de sílica.
     A inovação brasileira foi considerada tão marcante e criativa que mereceu a capa da revista científica Analyst, da Royal Chemical Society.




O invento brasileiro será capa da edição de Junho da revista Analyst. [Imagem: RSC/Analyst]

Espectrometria das massas
     A espectrometria de massa, até poucos anos atrás, era considerada uma técnica de elite, cara e complicada.
     Aos poucos, graças a avanços em instrumentação e ao desenvolvimento de técnicas revolucionárias de ionização, a técnica já está disponível em laboratórios de quase todo o mundo.
      Com a inovação brasileira, a espectrometria de massa poderá se transformar em "espectrometria das massas", popularizando-se de vez.   "A ideia é ver o dispositivo disseminado, e não apenas em laboratórios de análises. Uma dona de casa poderia verificar se o tomate está contaminado, e o marido, se o vinho e a cerveja são de qualidade. Costumo brincar que a espectrometria de massas é um canivete suíço," diz o professor Marcos Eberlin, da Unicamp, que coordenou o estudo.

 Patente e mercado
       Jesuí cita ainda o exemplo das competições esportivas, onde o aparelho poderá ser usado para a realização de exame antidoping.
      O material a ser analisado é recolhido através do equipamento e pulverizado em um espectrômetro portátil - o exame ficaria pronto em cerca de 30 minutos.
       Um pedido de patente do equipamento foi feito conjuntamente pelas universidades de Maringá e Campinas, junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). Segundo o professor Jesuí, já há empresas interessadas em produzi-lo.

Bibliografia:
Easy dual-mode ambient mass spectrometry with Venturi self-pumping, canned air, disposable parts and voltage-free sonic-spray ionization. Nicolas V. Schwab, Andreia M. Porcari, Mirela B. Coelho, Eduardo M. Schmidt, Jose L. Jara, Jesui V. Visentainer, Marcos N. Eberlin. Analyst, Vol.: 137, 2537-2540.


domingo, 17 de junho de 2012

Homenagens ao Dia do Profissional da Química e ao XVI Aniversário do Curso de Química da UVA


    Homenagens ao Dia do Químico e ao XVI Aniversário do Curso de Química

18 de Junho de 2012.

 

Auditório da Biblioteca Central


Campus da Betânia
Sobral - CE

quarta-feira, 13 de junho de 2012

INTERNET, CIÊNCIA E SOCIEDADE: O QUE MUDOU PARA PESQUISADORES E CIDADÃOS?

Quando pensamos o mundo de hoje, somos invadidos por tantas perguntas quantas mudanças ocorreram na vida profissional e no cotidiano de cada um de nós, principalmente depois das chamadas TICs – tecnologias de informação e comunicação. Quais os impactos da internet na ciência, nos cientistas e na sociedade em geral?

A internet surge como a causa da transformação mais evidente e intensa. Mas no ambiente ciberespacial, sem lugar fixo, determinado, abrangendo todos os espaços, muitas ferramentas proporcionam as mais diferentes ações.

No entanto, é preciso saber que para usufruir das vantagens da internet, é necessário uma ampla e sólida infraestrutura tecnológica, instalada a partir da metade da década de 1990 pelo Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação, a chamada RNP (Rede Nacional de Pesquisas), hoje também de ensino. Além disso, ninguém tem acesso à internet sem um computador e equipamentos necessários à atuação em rede. Assim, é preciso que a internet faça parte não somente das políticas públicas nacionais, mas também de instituições como universidades, colégios, enfim, de todos os organismos que produzem conhecimento, trabalham com ensino e pesquisa ou são espaços de aprendizagem, para acesso a informações e conhecimento, como as bibliotecas.

Não nos deteremos nos mecanismos ou ferramentas de busca, como o Google ou as Wikipédias, embora reconheçamos a utilidade de ambos. Entretanto, não são instrumentos para uso específico de especialistas, pesquisadores, alunos de pós-graduação ou profissionais interessados em determinado assunto. A Wikepédia pode responder a perguntas gerais de navegantes da internet, mas não pode ser assegurado que não contenha equívocos ou imprecisões. Quanto ao Google, o seu filtro não garante a precisão das informações recuperadas, entre as quais podem estar muitas consideradas “lixo”.

Entre as tecnologias, podemos distinguir as de informação, como bibliotecas digitais, virtuais e repositórios, e as de comunicação, entre as quais o e-mail, as listas de discussão, salas virtuais (chats), portais, sites, blogs, facebook e twitter, entre outros. Qualquer desses instrumentos pode ser, simultaneamente, de comunicação e informação, e embora tenham sido criados com um objetivo, podem exercer outros papéis. Explicando melhor, um e-mail é essencialmente para comunicação de mensagens, seja para um professor, colega ou amigo, mas pode também divulgar informações e geralmente assim é, no exercício de dupla função.

Por outro lado, a comunicação que era lenta, no correio comum, ganhou uma velocidade inimaginável e esta é uma grande vantagem – uma mensagem eletrônica chega ao destinatário no momento imediato e pode ser respondida nesse mesmo instante, independente de distância, que deixa de existir na internet. Para completar, não há limite no número de destinatários, um só e-mail pode ser enviado a inúmeras pessoas, portanto, a audiência é para muitos, ilimitada.

Nesse processo, o que mudou na ciência e na sociedade? Para os cientistas, é possível desenvolver pesquisas a distância, em equipes que reúnem especialistas de diferentes campos do conhecimento, de regiões e países; os continentes são conectados em rede. A troca de informações e conhecimento flui e se renova na internet. Trabalhando juntos na exploração de infinitas possibilidades tecnológicas e de conhecimento os médicos, por exemplo, podem solucionar problemas de doença de um paciente longínquo, ou orientar outros pesquisadores no diagnóstico, na prescrição de remédios e tratamento.
No desenvolvimento de pesquisas, as equipes se fortalecem em quantidade e qualidade, reúnem especialistas de diversas áreas e, numa ação interdisciplinar e internacional, podem resolver questões complexas, que um cientista sozinho não solucionaria, nem vários de uma mesma área. O próprio cientista tem mais possibilidade de se comunicar e intercambiar informações sobre instrumentos, métodos, técnicas, resultados e aplicações de pesquisas, com vários colegas, independentemente de sua nacionalidade; além de dispor de numerosos canais de difusão de suas pesquisas, cujos resultados chegarão rapidamente a qualquer indivíduo. Mas essa distância entre os dois mundos, o do pesquisador e o do cidadão, exige um esforço da chamada divulgação científica ou popularização da ciência. Esta consiste na transformação do discurso científico, da linguagem especializada de um campo do conhecimento, hermética e de difícil entendimento pelo leigo, para a linguagem comum, simples, fácil de ser entendida por qualquer pessoa.

De todas essas ferramentas valiosas, não podem deixar de ser destacadas as bibliotecas digitais e virtuais. Quais as diferenças entre uma biblioteca tradicional, instalada num determinado lugar, fixa, e uma biblioteca digital ou virtual, que pode estar em muitos lugares, simultaneamente? Ou com as bases de dados bibliográficos?

Em primeiro lugar, as bibliotecas digitais ou virtuais, aqui consideradas juntas, sem distinções conceituais que existem e são estudadas, estão entre serviços e produtos de informação contemporâneos. Essas bibliotecas reúnem documentos dispersos pelo mundo, além de trazer o seu texto completo, isto é, a informação sobre o documento e o próprio documento, e aquele que os buscou pode estar em qualquer lugar da Terra, não precisa se locomover. Na biblioteca física, convencional, o usuário terá que ir até o acervo, e na base de dados bibliográficos buscar as informações sobre o documento, a referência, se fosse de livro, com autor, título, local, editora, data etc. No entanto, devemos lembrar dois fatores importantes: nem tudo que está nos acervos e coleções de bibliotecas tradicionais, impresso em papel, está na internet, e nem tudo que está na internet pode ser baixado (download) e usado, muitas vezes é preciso pagar para conseguir acessar o texto do documento. Estão envolvidos nessa questão os direitos de autor, a propriedade intelectual, as obras de domínio público, ou melhor, aquelas cujos autores faleceram há muito tempo e suas obras passam a ser livres para leitura de todos, o que depende da legislação de cada país, além da democratização da informação, dos direitos humanos, do movimento do acesso livre à informação científica, enfim, questões de distintas instâncias e esferas.

Em termos de serviços e produtos eletrônicos de informação, a relação entre os gestores e usuários ficou mais próxima com as perspectivas de interação via e-mail (fale conosco) e, mais recentemente, facebook e twitter. Um bom exemplo é o portal de divulgação científica do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), o CanalCiência, que aderiu às redes sociais e introduziu o twitter e o facebook como forma de estabelecer comunicação mais dinâmica e interativa com seus usuários. A partir daí, será possível acompanhar diariamente a repercussão do portal, perceber os seus efeitos sobre os usuários, identificar lacunas e falhas, verificar temas mais demandados; enfim, a avaliação poderá ser feita por meio da rede social e os resultados nortearão as ações a serem empreendidas para seu aperfeiçoamento.

Para finalizar, ressalto questões relevantes em relação às tecnologias de informação e comunicação – algumas ideias equivocadas que a rede, na sua dimensão social e tecnológica, inicialmente motivou. A primeira, de que com a internet, todos se tornam autores, quando na verdade o ato de escrever e disponibilizar na rede não significa ingresso na categoria de autores, seja em ciência, literatura ou arte. Na ciência, ainda que a tradição da avaliação pelos pares seja muito questionada, essa prática permanece e, para publicar, seja no formato impresso ou eletrônico, é preciso antes submeter sua pesquisa à avaliação, sem o que não estará legitimada por sua respectiva comunidade científica.

Entre não especialistas ou leigos, crianças e jovens, principalmente, o uso de informação na internet deve ser orientado de tal forma que esses usuários saibam reconhecer uma fonte segura, correta e consistente, para que não repitam, propaguem e usem informações errôneas.

A internet não é um território sem normas e leis. Especificamente quanto ao ato de estudar e escrever, os direitos de autor devem ser respeitados e a ética da citação seguida. A prática descontrolada ou excessiva do “recorta e cola” deve ser evitada, abrindo espaço para uma leitura compreensiva e reflexiva, na verdadeira aprendizagem, que certamente estimulará a imaginação e a criatividade.

A internet deveria ser um território ao mesmo tempo democrático, do livre pensar e do exercício da ética, o que depende de políticas públicas de nosso país, de nossas instituições, dos colégios, das universidades, dos institutos de pesquisa, dos professores, pesquisadores, família, dos cidadãos, enfim, de todos nós.

(*)Lena Vania Ribeiro Pinheiro é pesquisadora e professora do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict).

CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO NO ARMAZEM POP CIÊNCIA NA RIO +20

Entre os dias 13 e 22 de junho, o Armazém 4 do Cais do Porto, no Rio de Janeiro, se transforma num grande palco para a popularização da ciência, da tecnologia e da inovação.

Mais de 50 instituições participam do evento Armazém Pop Ciência na Rio 20 desenvolvendo atividades sobre os temas da Rio 20 como sustentabilidade, produção de energia, diminuição da pobreza, meio ambiente etc. As atividades são gratuitas e ficam abertas entre 9h e 18h.

A abertura do Armazém para o público será no dia 13 de junho, às 9h. A solenidade de abertura oficial acontece no mesmo dia, às 15h30, na Arena Multiuso, com a presença do ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, e do prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Eduardo Paes.

Além de ser aberto ao público em geral, é possível também fazer agendamento de grupos escolares junto ao Museu de Astronomia e Ciências Afins (ver informações abaixo).

Clique aqui para ver o folder virtual sobre o armazém. Para ver as atividades programadas para a Arena Multiuso, que integra o armazém, clique aqui .

Museu da Vida no Armazém

O Museu da Vida leva ao Armazém Pop Ciência na Rio 20 o ciclo de atividades “Vida de inseto”, a exposição “Evolução e natureza tropical” e os resultados do projeto CEnaRIOS.

Pequenos notáveis

Ainda que algumas vezes passem despercebidos, os insetos fazem parte da nossa vida e estão por todos os lugares. Em "Vida de inseto", o público pode conhecer, de maneira divertida, um pouco mais sobre esses bichos.

No Armazém, os visitantes irão participar de “Asas pra que te quero”, em que poderão observar os diferentes tipos de asas dos insetos em microscópios e explorar as características das espécies a que pertencem. Já “Hora do lanche... dos insetos” convida o público para acompanhar a preparação de pratos com “gostosuras” apreciadas por esses animais, a fim de entender como eles se organizam e de que se alimentam.

Outras atividades levadas ao Cais do Porto são “Histórias para contar”, que mistura insetos, literatura e saúde em histórias emocionantes e divertidas; “Insetos do meu jardim”, que aborda a relação entre plantas, flores e insetos, entre outras questões; e “Quem mora aqui?”, em que o público poderá observar e investigar diversas espécies de insetos aquáticos vivos, explorando os diferentes tipos de insetos e ambientes.

Seleção natural em exposição

A exposição "Evolução e natureza tropical", do Museu da Vida, tem como objetivo destacar como os trópicos, e especialmente a biodiversidade brasileira, inspiraram os cientistas na formulação da teoria da evolução por seleção natural.

Na exposição, os visitantes poderão seguir os caminhos percorridos pelos naturalistas britânicos Charles Darwin e Alfred Wallace até a formulação, independente e concomitante, da referida teoria. Assim, o público tem acesso a uma nova perspectiva sobre este importante capítulo na história da Biologia, após o qual a trajetória humana nunca mais foi vista como antes.

Equipe brasileira do projeto CEnaRIOS 
Equipe brasileira do projeto CEnaRIOS
Impactos locais, desafios globais

Único representante brasileiro do projeto internacional SCEnaRioS, o Museu da Vida vem desenvolvendo junto a jovens cariocas com idades entre 16 e 19 anos um trabalho com o tema “mudanças climáticas: saúde e meio ambiente”, em parceria com jovens de Moçambique.

Durante a Rio 20, os participantes brasileiros irão apresentar em computadores com tecnologia touchscreen um mapa georreferenciado com fotografias e informações a respeito dos problemas socioambientais encontrados nas áreas em que vivem – Maré, Manguinhos e Jacaré, no subúrbio do Rio de Janeiro – e observados pelo grupo moçambicano. No dia 19 de junho às 14h, haverá ainda uma videoconferência de todos os jovens que integram o projeto, com a participação do presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, e do diretor de Relações Internacionais da ASTC, Walter Staveloz.

CEnaRIOS – versão em português para Science Centers Engagement and the Rio Summit (SCEnaRioS) – é parte de um projeto organizado pela Association of Science-Technology Centers (ASTC) e Fiocruz, com parceria do Instituto de Arte Contemporânea e Jardim Botânico (Inhotim), para envolver jovens de diversos países no debate sobre os problemas socioambientais globais, os impactos dos mesmos no âmbito local e suas possíveis soluções.

Armazém Pop Ciência
De 13 a 22 de junho, das 9h às 18h
Local: Armazém Pop Ciência na Rio 20 – Armazém 4 do Cais do Porto – Av. Rodrigues Alves, s/n – Centro – Rio de Janeiro
Agendamento: falar com Marcelle pelo telefone (21) 3514-5229 (para escolas públicas estaduais ou federais e escolas particulares) ou com Fátima, pelo número (21) 9848-8866 (para escolas municipais).
Mais informações: http://www.popciencia.org.br.

domingo, 10 de junho de 2012

Mais Afinal o que é o IgNobel?




Prêmio IgNobel é um prêmio dado para a descoberta científica mais estranha do ano. Os prémios são entregues a cada outono para honrar estudos e experiências que primeiro fazem as pessoas rir e depois pensar. O nome, pronunciado nas cerimônias de premiação como "aigui-noubél", é um trocadilho com o nome "Nobel" de Alfred Nobel e a palavra anglófona ignoble (lit. ignóbil), que representa algo "não nobre", vil ou desprezível.
O prêmio fora criado pela revista de humor científico Annals of Improbable Research (Anais da Pesquisa Improvável) e os prêmios são entregues em Harvard. A ideia é premiar pesquisas raras, honrar a imaginação e atrair o interesse público para a ciência, a medicina e a tecnologia.
Foram entregues pela primeira vez em Harvard em 1991, sendo a cerimônia abrilhantada pela presença de verdadeiros laureados com o Prêmio Nobel, que entregam o respectivo Prêmio IgNobel ao vencedor, numa cerimônia que até (desde 1996) inclui uma mini-ópera, a meias entre cantores de ópera profissionais e laureados com prêmios Nobel.
WipiDIa

O mistério do fogo

O mistério do fogo
Cientistas de 31 países, inclusive do Brasil, participaram do concurso que elegeu a melhor resposta para a pergunta: ‘O que é uma chama?’. (foto: Jewell Snell/ Sxc.hu)
Você sabe o que é fogo? “Claro”, deve ter pensado. Afinal, quem não sabe, certo? Mesmo porque não saber pode levar a queimaduras. Mas a questão, na verdade, é se você conhece a explicação por trás do fenômeno: o que é o fogo, o que causa esse efeito etc. Os cientistas devem saber, mas será que eles conseguem explicar para uma criança de 11 anos?
Responder essa pergunta foi o objetivo do Desafio da Chama (Flame Challenge, em inglês), um concurso realizado pelo Centro de Divulgação da Ciência da Universidade Stony Brooke, nos Estados Unidos, e que teve seu resultado anunciado no último sábado (2/6) no Festival Mundial de Ciência, em Nova York.
O desafio foi idealizado pelo ator norte-americano Alan Alda, um entusiasta da ciência. Quando tinha 11 anos, Alda era fascinado por fogo e perguntou à sua professora o que era a chama. Ela disse: “Oxidação” – uma resposta, convenhamos, um tanto decepcionante e nada esclarecedora.
As respostas deviam ser simples o suficiente para serem entendidas por crianças de 11 anos
Por isso, no dia 2 de abril último, Alda repetiu a pergunta, dessa vez para os cientistas, dando início ao desafio e pedindo que eles mandassem suas respostas, as quais deviam ser simples o suficiente para serem entendidas por crianças de 11 anos. Detalhe: essas crianças seriam as juradas e escolheriam a melhor resposta.
Um mês depois, quando o prazo para envio terminou, o desafio havia recebido 802 respostas de 31 países, incluindo seis do Brasil. Elas variavam de sentenças de uma linha a desenhos animados com efeitos especiais. Depois de serem analisadas quanto à sua precisão científica, elas foram enviadas a mais de 130 escolas para serem julgadas pelas crianças.
O interessante é que, segundo Alda, os juízes mirins estavam mais interessados em conhecimento do que divertimento. As melhores repostas eram escolhidas com base no quanto as crianças aprendiam com elas e não por serem engraçadas, por exemplo.
A resposta vencedora foi a do físico norte-americano Ben Ames, que trabalha na Universidade de Innsbruck, na Áustria. Ele criou um vídeo de sete minutos e meio explicando como as partículas interagem em nível quântico para produzir a chama.

Assista abaixo ao vídeo vencedor



Alda e os outros organizadores do Desafio da Chama já estão pedindo a crianças de 10 a 12 anos que deem sugestões para a pergunta a ser respondida no ano que vem. Será que vai ser algo simples, como ‘por que o céu é azul?’ ou um pouco mais complicado, como a teoria da relatividade?

Fred Furtado
Ciência Hoje/ R

sábado, 9 de junho de 2012

COMUNIDADE CIENTÍFICA PARTICIPARÁ DE EVENTOS SOBRE POPULARIZAÇÃO DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA NA RIO 20

A SBPC estará presente na rodada de atividades científicas que será promovida no Armazém 4 do Pier Mauá, área nobre de eventos e shows do Rio de Janeiro, que será transformado em um armazém científico, durante a conferência Rio 20 - de 13 a 22 de junho. Batizado de “Armazém Pop Ciência na Rio 20”, o evento contará com as mais variadas, dinâmicas e interessantes atividades sobre ciência e tecnologia.

A SBPC estará presente promovendo palestras, oficinas com jogos sobre a biodiversidade e sobre a Rio 20, além de lançamento de livros. Estima-se que mais de 30 instituições de ensino e pesquisa participarão do Armazém Pop Ciência na Rio 20.

Com entrada gratuita, o espaço vai oferecer, por exemplo, a “Exposição Biomas do Brasil” que permite uma jornada sensorial pelos biomas nacionais. Em uma área de 2000 m², cenários e módulos interativos proporcionam uma imersão nos mais diversos ambientes naturais do País.

Na ocasião, o público, também, poderá interagir com a “A Árvore da Vida” que será alimentada com frases, mensagens e desenhos de crianças, jovens e o público em geral. A ideia é que esse público alimente a “Árvore da Vida” com mensagens posteriormente encaminhadas aos dirigentes de todos os países e que serão difundidas, pela internet, para todo o Planeta.

Essas e outras exposições sobre biodiversidade e ciência e tecnologia para o desenvolvimento sustentável farão parte da programação cientifica que será alocada no espaço Armazém em todos os dias da Rio 20.

Haverá também palestras, oficinas, feiras, experimentos, exibição de vídeos e outras atividades, realizadas por cientistas e especialistas, relacionadas aos temas da Rio 20, como biodiversidade, química para um mundo sustentável, mudanças climáticas, economia verde, tecnologias sociais, energias alternativas etc.

Além da SBPC, estarão presentes no Armazém Pop Ciência instituições como o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e o Museu de Astronomia e Ciências Afins. A lista é seguida pela Secretaria Especial de Ciência e Tecnologia do Município do Rio de Janeiro, pela Secretaria de Ciência e Tecnologia do Estado do Rio de Janeiro e Fundação CECIERJ. Além dessas, participarão também a Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciência, o Museu da Vida/Fiocruz, o Colégio Pedro II e a Casa da Ciência da UFRJ.

Na lista constam o Instituto Nacional de Tecnologia; Rede Brasileira de Jardins Botânicos, a Fundação Xuxa Meneghel e a Ciência Hoje das Crianças. Além do Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia, Museu de Zoologia da USP; Instituto Brasileiro de Museus e a Secretaria do Ambiente do Estado do Rio de Janeiro.

Local: Armazém 4 do Píer Mauá, Zona Portuária, Avenida Rodrigues Alves, s/n°, Centro – Rio de Janeiro.
Data: 13 a 22 de junho
Horário: 9 às 18 hs.

Veja a lista completa das atividades das instituições no site: www.popciencia.org.br

CNPq DIVULGA O PRÊMIO JOVEM CIENTISTA NOS ESTADOS

A equipe do Serviço de Prêmios do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI) visita ao longo deste mês os estados de Alagoas, Sergipe, Espírito Santos, Rio de Janeiro e São Paulo para apresentar as estratégias de divulgação da 26ª edição do Prêmio Jovem Cientista.

Dentre as estratégias definidas, destacam-se as visitas técnicas de divulgação as instituições de ensino e pesquisa e as Fundações de Amparo à Pesquisa dos Estados (FAPs). Em agosto serão visitados os estados de Mato Grosso, Pernambuco, Paraná e Rio Grande do Sul. No mês passado a equipe esteve em Roraima, Goiás, Mato Grosso do Sul e Piauí. 

No sentido de dar maior abrangência a divulgação nos estados, estão sendo convidados para as reuniões representantes das universidades federal e estadual, as Secretarias de Ciência, Tecnologia, Inovação, de Educação e Esporte se dos Institutos Federais de Educação (MEC). Esta ação conjunta, de instituições federal e estadual, resultará numa divulgação efetiva, capaz de mobilizar estudantes, jovens pesquisadores e professores dos estados para participarem do Prêmio.

O Prêmio Jovem Cientista foi instituído pelo CNPq em 1981 e tem a parceria da Fundação Roberto Marinho, da Gerdau e da General Eletric (GE). Seus objetivos são o de promover a reflexão e a pesquisa, revelar talentos e investir em estudantes e jovens pesquisadores que procuram inovar na solução dos desafios brasileiros.

Acesse o site: www.jovemcientista.cnpq.br

NOVO CHIPSET É 1.000 VEZES MAIS RÁPIDO QUE BLUETOOTH

Pesquisadores de Cingapura construíram e testaram um novo chipset que transfere 80 músicas MP3 entre dois aparelhos móveis em 1 segundo.

Isto é o equivalente a transferir o conteúdo de um DVD - um filme de 2 horas "pesando" 8 gigabytes - em meio minuto.

Tente fazer isso por uma conexão Bluetooth e você levará 8,5 horas.

Essa velocidade sem precedentes para a plataforma de transmissão de dados sem fios foi obtida por Yeo Kiat Seng e seus colegas da Universidade Tecnológica de Nanyang e do Instituto AStar.

TV e projetor sem fios

O microchip alcança velocidades de transmissão sustentadas de 2 gigabytes por segundo, o que é 1.000 vezes mais rápido do que uma conexão Bluetooth.

Segundo os pesquisadores, usando ondas de rádio na faixa dos milímetros é possível transmitir grandes pacotes de informação sem consumir muita energia.

Isto torna o novo "chip wireless", batizado de Virtus, adequado para smartphones e tablets, bem como para a transmissão de dados sem fios entre TVs e projetores, algo inédito até agora.

Chipset wireless

O chipset inteiro possui três componentes: uma antena, um transmissor/receptor completo de rádio e um processador de banda base, que permite que um canal único utilize toda a largura de banda disponível.

Segundo a equipe, o processador de banda base é essencial para o baixo consumo de energia do sistema.

Ele recebe o sinal, captado pela antena e filtrado e amplificado pelo transceptor, e efetua um processamento analógico não-linear e um processamento digital paralelo.

O chip Virtus será apresentado publicamente durante a Computex de Taiwan, que ocorrerá neste mês de Junho. Mas os cientistas afirmam que já existem contatos com fabricantes para colocá-lo no mercado.

Tome Ciência: Química além das fórmulas

Programa pode ser visto, a partir do próximo sábado (9) e ao longo da semana, pela TV e pela internet.

Quando uma pessoa diz que "rolou uma química" em relação a outra pessoa, todo mundo entende que tipo de atração é, sem precisar decorar fórmulas nem misturar letras e números, tarefa que já complicou muita gente no ensino médio. Afinal, as pessoas não param para pensar nisso, mas o próprio ato de pensar depende de reações químicas, pois são substâncias químicas que produzem as transmissões elétricas de um neurônio para outro.

Na verdade a química está presente em tudo: borracha, plástico, celulose; tudo depende de compostos e reações químicas. E se a ciência da química permitiu transformar petróleo em plástico - hoje vilão na natureza por conta da dificuldade de decomposição, poluindo o meio ambiente - pode estar na química também a solução para reciclagens, filtragens e despoluição. O mundo da química e dos químicos no Brasil, na proximidade do Ano Internacional da Química, em 2011, motivam nosso debate do programa.

Participantes - Álvaro Chrispino, doutor em educação, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do ensino médio no Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca, publicou livros sobre o ensino de química e também conhece as dificuldades do ensino de ciências no ciclo básico, pois foi subsecretário Municipal de Educação na cidade do Rio de Janeiro e também em Brasília. Angelo da Cunha Pinto, graduado em farmácia, com mestrado e doutorado em química, é professor titular do Departamento de Química Orgânica da UFRJ, onde se dedica a pesquisas com plantas medicinais. Aurélio Baird Buarque Ferreira, com formação em química industrial e engenharia química, é doutor em química orgânica, na área de fotoquímica, e professor e pesquisador da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Robério Fernandes Alves de Oliveira, diretor-tesoureiro da Associação Brasileira de Química e especialista em gestão de resíduos sólidos é professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro, o antigo Cefet/química. 

Confira os canais que transmitem o Tome Ciência:

- Na RTV Unicamp, da Universidade Estadual de Campinas (canal 10 da Net Campinas), às 15 horas dos sábados, 21 horas dos domingos, às 15 horas das terças e às 24 horas das quintas-feiras, além da internet (www.rtv.unicamp.br).

- Na TV Alerj, da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, às 20 horas dos domingos, com reprises às 20,30 horas das quintas, por satélite (Brasilsat - B4 at 84° W / taxa de símbolos = 3,0 MSps / frequência Banda-C = 3816,0 MHz / FEC = ¾ / frequência banda-L = 1334,0 MHz /  polarização = horizontal), pela internet (www.tvalerj.tv) e pelos  sistemas a cabo das seguintes cidades do estado: Angra dos Reis (14), Barra Mansa (96), Cabo Frio (96), Campos dos Goytacazes (15), Itaperuna (61), Macaé (15), Niterói (12), Nova Friburgo (97), Petrópolis (95), Resende (96), Rio de Janeiro (12), São Gonçalo (12), Teresópolis (39), Três Rios (96) e Volta Redonda (13).

- Na TV Ales, da Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo (canal 12 da Net), às 17 horas dos sábados e domingos, com reprises durante a programação.

- Na TV Assembleia, da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (em Campo Grande pelo canal 9, em Dourados pelo canal 11, em Naviraí pelo canal 44 e internet - (www.al.ms.gov.br/tvassembleia), às 20 horas dos sábados, com reprises durante a programação.

- Na TV Assembleia do Piauí, às 12 horas dos sábados e às 20 horas dos domingos, pelo canal aberto (16) em UHF, em Teresina, e nas reprodutoras de 22 municípios do Piauí e um do Maranhão, além do satélite (Free-to-Air FTA em modo aberto - Satélite NSS 10 (Starone C2) ou AMC-12 Banda C - Posição orbital dos 37,5º Oeste [W] - Frequência: 3831 - Polarização: Horizontal SR 2893 e FEC ¾).

- Na TV Câmara Angra dos Reis, da Câmara Municipal de Angra dos Reis (canal 14 da Net e internet), às 19 horas das quartas-feiras, com reprises durante a programação.

- Na TV Câmara, da Câmara Municipal de Bagé (canal 16 da Net) durante a programação e no horário fixo das 20 horas das quintas-feiras.

- Na TV Câmara Caxias do Sul, da Câmara Municipal de Caxias do Sul/RS(canal 16 da Net) e pela internet (www.camaracaxias.rs.gov.br), às 12 horas dos sábados, com reprises às 12 horas dos domingos, 16 horas das segundas, 16 horas das terças, 16 horas das quartas, 16 horas das quintas e 20:15 das sextas-feiras.

- Na TV Câmara de Jahu, da Câmara Municipal de Jaú/SP, transmitida pelo canal 99 da Net, pela internet (www.camarajau.sp.gov.br) e pelo sinal aberto digital 61.4, às 21 horas dos sábados e 14 horas dos domingos.

- Na TV Câmara de Lavras, da Câmara Municipal de Lavras/MG, transmitida pelo canal 15 da Mastercabo, às 18 horas dos sábados e domingos.

- Na TV Câmara Pouso Alegre, da Câmara Municipal de Pouso Alegre/MG, transmitida em sinal aberto de TV Digital (59) e pelo canal 21 da Mastercabo, sempre às 18,30 horas das sextas, com reprises durante a programação.

- Na TV Câmara de São Paulo, da Câmara Municipal de São Paulo (canal 13 da NET, 66 e 07 da TVA), às 13 horas dos domingos e 15 horas das segundas, com reprises durante a programação.

- Na TVE Alfenas, afiliada da Rede Minas, em canal aberto (2) e no cabo (8) em Alfenas e por UHF aberto nas cidades de Areado (54) Campos Gerais (23) e Machado (31), além do site www.tvalfenas.com.br, sempre às quintas, a partir das 17 horas.

- Na TV Feevale, da Universidade Feevale de Novo Hamburgo/RS (canal 15 da Net), às 9 horas das terças e quintas-feiras, com reprises durante a programação.

- Na TV UFAM, da Universidade Federal do Amazonas (canal 7 e 27 da Net), com estreia semanal às 16 horas dos sábados e reprises durante a programação.

- Na TV UFG, da Universidade Federal de Goiás, transmitida em canal aberto (14), aos sábados, às 15 horas.

- Na TV UFPR, da Universidade Federal do Paraná, pelos canais 15 da Net e 71 da TVA, às 17 horas dos sábados. Os programas ficam à disposição (on demand) em www.tv.ufpr.br.

- Na TV Unifev, do Centro Universitário de Votuporanga/SP, transmitida em canal aberto (55) UHF para mais 25 municípios da região, nos fins de semana, com estréias aos sábados, às 18 horas, e reprises às 12 horas dos domingos.

- Na TV Unifor, da Universidade de Fortaleza, transmitida pelo canal 4 da Net, nos dias ímpares dos meses ímpares e dias pares dos meses pares, sempre nos horários de 10.30, 15,30 e 22.30 horas.

- Na TV Univap, da Universidade do Vale do Paraíba, com duas exibições diárias em horários rotativos, sempre nos canais a cabo 14 das cidades de São José dos Campos, Jacareí e Taubaté.

- Na UNOWEBTV, da Universidade Comunitária da Região de Chapecó (SC) - UNOCHAPECÓ, mantida pela Fundação Universitária do Desenvolvimento do Oeste - FUNDESTE, transmitida pelo canal 15 da Net local e pela internet (www.unochapeco.edu.br/unowebtv), com estreia às 21 horas dos sábados e reapresentações às terças e quintas-feiras às 21 horas.

Além disso, o programa pode ser visto a qualquer hora no site: http://www.tomeciencia.com.br. O programa, apresentado pelo jornalista André Motta Lima, tem o apoio de pauta das sociedades vinculadas à SBPC, além de um Conselho Editorial de cientistas.

(Informações do Tome Ciência)

Espaço Ciência InterAtiva na Rio+20


Entendendo a Energia como uma temática importante, estreitamente ligada com a vida, o Espaço Ciência InterAtiva (ECI), centro de ciências pertencente ao Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ), participará da Pop Ciência Rio+20 abordando o tema da 'Energia na interface ciência, sociedade e ambiente'. A Pop Ciência acontece de 13 e 22 de junho, no Armazém 4 do cais do Porto, no Rio de Janeiro.

Por meio de experimentos interativos, painéis e infográficos serão tratadas as diversas formas de energia, da queima de combustíveis fósseis às formas de energia solar e eólica, por exemplo. E tendo em vista a intrínseca relação entre a distribuição da energia e a exclusão social e política, também será tratada a articulação entre as dimensões social e ambiental no contexto da questão energética, por meio de painéis e mídias interativos.

A exposição conta ainda com experimentos como o 'motor de Stirling', uma casa que trata do consumo de energia elétrica residencial, um aparato que mostra a diferença de consumo de energia entre lâmpadas incandescentes e fluorescentes, a captação de energia solar, entre outros experimentos que tratam de diversas temáticas relacionadas à energia.

O ECI tem como finalidade contribuir para a divulgação da ciência e da tecnologia, através de atividades educativas, eventos de popularização científica, exposições temporárias e permanentes e do projeto itinerante chamado "Tenda da Ciência", que conta com diversos aparatos interativos, oficinas e um planetário inflável com 60 lugares.

O Espaço agrega uma equipe multidisciplinar, abarcando mediadores, funcionários e professores de diversas áreas do conhecimento. Mediante o diálogo entre diferentes áreas do conhecimento, esse centro de ciências busca divulgar e popularizar a ciência de forma lúdica e prazerosa a todos.

O ECI atende principalmente aos municípios da Baixada Fluminense, região carente de incentivos relacionados à divulgação científica. O agendamento de visitas à exposição permanente ou para receber a Tenda da Ciência pode ser feito através do telefone (21) 2691-9804 ou pelo e-mail eci@ifrj.edu.br.
(Informações do ECI)

terça-feira, 5 de junho de 2012

Menino de 15 anos cria método 28 vezes mais rápido de detectar câncer


São Paulo – Por criar um método para detectar o câncer de pâncreas de maneira mais rápida, o americano Jack Andraka, de apenas 15 anos, ganhou 75.000 dólares pelo prêmio mundial de inovação Jovem Cientista da Fundação Intel.
Jack criou um sensor que identifica, por meio de um exame pequena quantidade de sangue ou urina, se o paciente tem ou não câncer pancreático ainda em sua fase inicial. O estudo resultou em mais de 90% de precisão e se mostrou 28 vezes mais rápido, 28 vezes menos caro e mais de 100 vezes mais sensível que os testes atuais. Pela invenção, Jack recebeu o prêmio das mãos de Gordon E. Moore, co-fundador e presidente aposentado da Intel.
O segundo e terceiro lugar na premiação ficaram, respectivamente, com os jovens Nicholas Schiefer, canadense de 17 anos, e Ari Dyckovsky, americano de 18 anos. Cada um levou para casa 50.000 dólares por suas invenções. Nicholas estudou o que ele chama de "microsearch" ou a capacidade de pesquisar a informação que cresce mais cresce médio: pequenas quantidades de conteúdo, como tweets e atualizações de status do Facebook. Através de sua pesquisa, Nicholas espera melhorar as capacidades de motores de busca, que por sua vez, aperfeiçoam o acesso à informação.
Ari investigou a ciência do teletransporte quântico. Ele descobriu que os átomos de uma vez estão ligados através de um processo chamado "entrelaçamento", um processo em que a informação de um átomo só vai aparecer em outro átomo quando o estado quântico do primeiro átomo é destruído. Com o método, as organizações que requerem altos níveis de segurança de dados poderiam enviar uma mensagem criptografada sem correr o risco de intercepção.
Os jovens e seus inventos foram selecionados entre os destaques das 446 feiras afiliadas em cerca de 70 países. Além deles, outros 400 finalistas receberam prêmios por seus trabalhos inovadores.
Veja a emoção de Jack Andraka ao receber o prêmio:

UFABC abre inscrições para Pós-Graduação em Nanociências

O aumento da importância e competitividade tecnológica no domínio de nanomateriais e na ciência de materiais é reconhecido como um dos grandes pilares do desenvolvimento científico, tecnológico e social no século XXI. A possibilidade de desenvolver moléculas e materiais que podem substituir os materiais tradicionais terá um profundo impacto em muitos aspectos do desenvolvimento de diversos produtos. O campo emergente de materiais funcionais é, portanto uma tecnologia estratégica para o futuro.

Diante desta realidade o programa de Pós-Graduação em Nanociências e Materiais Avançados da Universidade Federal do ABC (UFABC) busca capacitar profissionais com formação multidisciplinar que apresente uma visão abrangente e diferenciada, qualificando-o para a pesquisa de ponta e as inovações tecnológicas nas áreas do programa.

As inscrições para o processo seletivo para o Mestrado e Doutorado estão abertas até o dia 25 de junho. Mais informações emhttp://nano.ufabc.edu.br.

(Informações da coordenação do curso)

Melhor trabalho científico na área da educação ganhará R$ 200 mil.

Para dar início à edição 2013 do Prêmio Péter Muranyi, duas mil instituições do Brasil e do exterior, direta ou indiretamente ligadas à área de educação, foram convidadas formalmente pela Fundação Péter Murányi. Ao receber a carta-convite, o dirigente de cada instituição deve manifestar por escrito seu interesse em participar do Prêmio. O envio de até dois trabalhos científicos, de sua livre escolha, deverá ser feito até o dia 30 de setembro. Não há custo de participação ou indicação.

Em sua 12º edição, o Prêmio Péter Murányi contemplará a área de “Educação”. Os trabalhos indicados deverão ser inovadores, ter aplicabilidade prática e contribuir para a melhoria da qualidade de vida das populações situadas abaixo do paralelo 20 de latitude norte, em conformidade com o edital e formulário disponíveis no sitewww.fundacaopetermuranyi.org.br.

Os trabalhos serão avaliados por uma Comissão Técnica e Científica, resultando na seleção de três finalistas que serão submetidos a um Júri. O vencedor receberá R$ 200 mil, um troféu e um certificado; já os demais finalistas, diploma e menção honrosa. Os prêmios serão entregues em uma cerimônia que ocorrerá em abril de 2013 na cidade de São Paulo. Além dos prêmios, vencedor e finalistas terão a oportunidade de apresentar seus trabalhos na 65ª Reunião Anual da SBPC – um dos maiores eventos científicos do País.

Sobre o Prêmio – O Prêmio Péter Murányi, gerido pela Fundação homônima, foi idealizado e concebido pelo empresário Péter Murányi que deixou manifesto em seu testamento o desejo de criar uma Fundação. Seu objetivo seria o de premiar pessoas físicas ou jurídicas, entidades públicas ou particulares, de qualquer parte do mundo, que se destacassem por suas descobertas inovadoras e práticas focadas no desenvolvimento e no bem-estar social das populações em desenvolvimento.

Desde 2002, quando foi realizada sua primeira edição, o prêmio é concedido anualmente e de modo alternado para pesquisadores atuantes em quatro áreas: educação, saúde, alimentação e desenvolvimento científico & tecnológico.

Atualmente, o Prêmio Péter Murányi conta com o apoio da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), além da Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (ANPEI), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), do Centro de Integração Empresa Escola (CIEE) e da Associação dos Cônsules Honorários no Brasil (ACONBRAS).

Da Acadêmica Agência de Comunicação.

Projeto Cometa – Saturno foi a grande atração do evento no Lago Jacarey


Quem passou pelo Lago Jacarey no último sábado (26) teve a oportunidade de observar com grandes telescópios a Lua e o planeta Saturno. Tratava-se de mais uma edição do Projeto Cometa, iniciativa do Clube de Astronomia de Fortaleza (Casf) apoiada pela Funcap que objetiva divulgar a astronomia e ciências afins em escolas e locais públicos da capital e interior do Estado.
De acordo com os membros do Casf, para muitos dos presentes, o evento era o primeiro contato com telescópios. “O público ficou maravilhado com as imagens, principalmente as de Saturno, que atualmente esta mais próximo da Terra e nos brinda com seu magnífico sistema de anéis e luas”, explicaram os organizadores.


Durante o evento, considerado uma das maiores edições do projeto, que teve início em abril de 2011, foram distribuídos cinquenta exemplares do livro Fascínio do Universo, organizado pelos professores da Universidade de São Paulo Augusto Damineli e João Steiner e editado pela Odysseus Editora, com apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia, CNPq e Sociedade Astronômica Brasileira.
Sobre o Projeto Cometa
O Projeto Cometa é uma iniciativa do Clube de Astronomia de Fortaleza. Tem como objetivo organizar palestras sobre astronomia e ciências afins, promover observações do céu com telescópios e binóculos em escolas e locais públicos da capital e interior do Estado. O projeto é apoiado pelo Governo do Estado, através da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap), com o Programa de Popularização da Ciência – Astronomia Edital Funcap/CNPq 04/2010. Outras informações podem ser obtidas no bloghttp://www.projeto-cometa.blogspot.com.br/.