quarta-feira, 11 de julho de 2012

Álbum de Homenagem ao Dia do Químico

Confira as fotos do evento realizado pelo Grupo Capela da Ciência no dia 16 de Junho, dia do Químico.
Evento realizado no auditório central da UVA que teve a participação dos professores e alunos do Curso de Química e convidados, nesse evento o grupo, na pessoa do Prof.: Murilo Sérgio, apresentou um panorama do curso de química da UVA desde de sua criação até hoje, tivemos convidados que já se formaram no curso e hoje trabalham com diferentes ramos da química, por fim a presentação de uma peça sobre Química Forense e um coffe-break de encerramento. 
Confira!





13º Fórum Internacional Software Livre


Agência FAPESP – Entre os dias 25 e 28 de julho será realizado no Centro de Eventos da PUC-RS, em Porto Alegre, o 13º Fórum Internacional Software Livre (FISL).
O evento é o maior encontro de comunidades de software livre da América Latina e um dos maiores do mundo. Na sua 13ª edição, terá como tema o cooperativismo, a sustentabilidade e a liberdade.
Uma das grandes novidades da programação este ano é a Rodada de Negócios e Competências em Tecnologias Livres, organizada com o apoio do Sebrae-RS. A ação tem por objetivo aproximar empresas que produzem e contratam serviços de Tecnologia da Informação e Comunicação e usam tecnologias livres, tendo como foco a complementaridade de competências.
A programação geral, como de costume, está sendo montada com a colaboração da comunidade de software livre brasileira. Cerca de 600 propostas de palestras foram submetidas à organização do evento. O material é repassado à comunidade (formada por participantes inscritos e palestrantes desta e das últimas edições e por sócios da Associação SoftwareLivre.Org), que vota nas melhores ideias para compor a grade da palestras e oficinas do evento.
Também haverá palestrantes de destaque nacional e internacional convidados pela coordenação do FISL.
Mais informações e inscrições: http://softwarelivre.org/fisl13/sobre-o-evento

terça-feira, 10 de julho de 2012

Encontrado o bóson de Higgs

JC e-mail 4535, de 09 de Julho de 2012

Por Marcelo Gleiser
Professor de física teórica no Dartmouth College, em Hanover (EUA).
Artigo publicado na Folha de São Paulo de domingo (08/07/2012)

            Como não poderia deixar de ser, nesta semana escrevo sobre a descoberta sensacional do bóson de Higgs, anunciada na última quarta feira (4), pelos cientistas do laboratório Cern, em Genebra, na Suíça. Começo repetindo a história de como o bóson de Higgs ficou conhecido como "partícula de Deus".

            Obviamente, uma partícula elementar não tem nada a ver com Deus. O apelido vem do título do livro de Leon Lederman, o prêmio Nobel que durante anos caçou a partícula (a busca pelo bóson de Higgs durou ao todo 45 anos!).

            Lederman conta que originalmente queria dar ao livro o título em inglês "The Goddamn Particle" ("A partícula Amaldiçoada por Deus" ou simplesmente "A Desgraçada da Partícula"). A ideia era demonstrar sua frustração em não tê-la encontrado. Porém, o editor do livro achou que, com a exclusão de "desgraçada" do título, o livro venderia bem mais. A coisa vingou - para o livro de Lederman e para a partícula.

            Mas por que tanta empolgação com o bóson de Higgs, que inclui bilhões de dólares gastos na busca por uma mera partícula?

            Essencialmente, o bóson de Higgs era a peça que faltava no chamado Modelo Padrão, que descreve tudo sobre as partículas que conhecemos no Universo. Achá-lo significa completar esse modelo com enorme sucesso.

            O papel do Higgs é único entre as partículas: ele é responsável por "dar massa" a todas as outras. Vale lembrar que, na física moderna, as entidades essenciais são os campos. Partículas são excitações desses campos, como pequenas ondas na superfície de um lago. O campo de Higgs estaria por toda a parte, como o ar na nossa atmosfera. Ele interage com os campos de outras partículas: por exemplo, o campo dos elétrons ou o dos fótons (o campo eletromagnético), as partículas de luz. Essa interação tem uma intensidade que varia de campo para campo. É essa intensidade variável que determina a massa das partículas e as suas diferenças.

            Por que, então, o nome de "bóson"? As partículas que conhecemos podem ser divididas em dois grupos, chamados genericamente de bósons e férmions. "Bóson" homenageia o físico indiano Jagadish Chandra Bose, que desenvolveu, junto com Einstein, as propriedades dessas partículas. Elas gostam de existir em grupos com muitas delas. O Higgs e os fótons são bósons. Já os férmions (em homenagem ao físico italiano Enrico Fermi) são mais exclusivos e no máximo aparecem em pares. Os elétrons e os prótons são férmions.

            Ninguém "viu" um bóson de Higgs, pois eles se desintegram em outras partículas em minúsculas frações de segundo. O que se "observa" são os vários produtos dessas desintegrações. Os resultados são estatísticos, devido aos bilhões de colisões e desintegrações que ocorrem. Na física de partículas, uma "descoberta" é um evento tão raro que a chance de surgir outra nova explicação é de uma em 3,5 milhões.

            O interessante é o que está por vir. Sabemos que a partícula é um bóson. Mas não sabemos se corresponde à previsão mais simples do Modelo Padrão ou se é algo mais exótico. Todos torcem pelo exótico, pois terão abertas portas para uma nova física. Depois de 45 anos, seria uma pena encontrar só o Higgs.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Documentário Ciência Hoje 30 anos

Documentário em homenagem aos 30 anos do Instituto Ciência Hoje, conta a história da 'Ciência Hoje', explora o conceito de divulgação científica promovido pelo Instituto e aborda suas conquistas também no campo da educação. 




Blog entrevista o físico Henrique Lins de Barros

A mais recente entrevista realizada pelo blog Dissertação Sobre Divulgação Científica traz uma novidade: pela primeira vez, o quadro acontece com um pesquisador da área de exatas. O físico Henrique Gomes de Paiva Lins de Barros é cientista e professor do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), além de docente também da Universidade Federal do Rio de Janeiro e do Instituto Carlos Chagas.
 
Por um lado, a física faz parte da essência da formação dele, que cursou o bacharelado (PUC/RJ-1970), o mestrado (PUC/RJ-1973) e o doutorado (CBPF-1978) nesse campo. Por outro lado, Lins de Barros também adquiriu reconhecimento nas áreas humanas e sociais. Entre 1992 e 2000, ele foi diretor do Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast), já publicou livros sobre a história da ciência, dirigiu e roteirizou vídeos sobre divulgação científica, incluindo o documentário Santos Dumont, O Homem Pode Voar, em celebração aos 100 anos do primeiro voo realizado pelo pai da aviação. Além de teses e dissertações em física, claro!, ele também orientou mestrandos e doutorandos em divulgação científica e museologia, entre diversas outras atividades que compõem o currículo desse cientista carioca.

Tamanha interdisciplinaridade pode ser identificada na entrevista que ele concedeu ao blog, em que aborda o contexto contemporâneo e a importância da DC, a aceitação acadêmica pela atividade, faz críticas à divulgação distorcida e também fala um pouco sobre a carreira.

Confira a entrevista na íntegra no blog:http://dissertacaosobredc.blogspot.com.br/.

(Informações do jornalista Bruno Lara)

Projeto Biomas inicia segunda etapa no Cerrado


Pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, unidades Cerrados (Planaltina-DF) e Florestas (Colombo-PR), Universidade Federal de Goiás (UFG) e de Brasília (UnB) iniciaram a segunda etapa do Projeto Biomas, relacionado ao Cerrado. Um dos objetivos centrais do Projeto Biomas é fortalecer o uso do componente arbóreo na propriedade rural.  Na Fazenda Entrerios, no PAD-DF, foram realizadas atividades de diagnóstico e caracterização em Áreas de Preservação Permanente (APP), Reserva Legal (RL) e de Uso Alternativo do Solo, ou seja, aquelas utilizadas na agricultura. O levantamento inicial indicou que a degradação na área de vegetação natural atinge cerca de 60% das áreas analisadas. De acordo com o pesquisador da Embrapa Cerrados Felipe Ribeiro, a situação é mais severa na APP em torno da nascente localizada em região mais seca da fazenda. 
Após a conclusão da fase diagnóstico, os pesquisadores irão elaborar parcerias em subprojetos para a recuperação das áreas degradadas para trazer alternativas com a utilização de espécies arbóreas na fazenda. No desenvolvimento desses subprojetos também participarão outras unidades da Embrapa - Agrobiologia e Recursos Genéticos e Biotecnologia-, assim como a Universidade Federal de Goiás (UFG), Emater (de Goiás e do Distrito Federal)e a Ecodata (Agência Brasileira de Meio Ambiente e Tecnologia da Informação).

Na próxima etapa do projeto, previsto para final de outubro, os subprojetos serão instalados, em área em torno de 50 hectares da propriedade. "Com esses experimentos, de plantio de sementes e mudas de plantas comerciais e nativas, vamos mostrar como o produtor pode incluir de maneira sustentável o elemento arbóreo em sua propriedade", explica Ribeiro.

Além de ser uma proposta coletiva de pesquisa multidisciplinar, o trabalho executado na Fazenda Entrerios servirá de modelo de como o produtor pode compatibilizar sistemas de produção e preservação ambiental no bioma Cerrado. Para transferir as tecnologias utilizadas nos experimentos, as instituições envolvidas desenvolverão atividades de transferência e disseminação de tecnologias. A última etapa do projeto será a de avaliação dos impactos dessas tecnologias na propriedade rural.

Projeto Biomas - Coordenado pela Embrapa Floresta e pela CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), o Projeto Biomas objetiva viabilizar soluções técnico-científicas para a proteção e o uso sustentável de paisagens rurais nos diferentes biomas brasileiros: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pantanal e Pampa. Com duração total de nove anos, o projeto envolve, de forma direta, pelo menos 240 pesquisadores de diferentes instituições de pesquisa e desenvolvimento.

Além de buscar formas de se fazer a melhor apropriação da árvore na propriedade rural, trazendo benefícios sócio-econômico-ambientais, o projeto também busca gerar resultados científicos que possam subsidiar as discussões técnicas relacionadas ao aprimoramento da legislação ambiental brasileira.

Para saber mais sobre o Projeto Biomas, acessehttp://www.projetobiomas.com.br.

Para assistir ao vídeo 2ª Etapa do Projeto Biomas no Cerrados, acesse http://www.youtube.com/watch?v=fvvmOk33JiU.

(Ascom da Embrapa Cerrados)

Manifestação conjunta ABC e SBPC sobre o PL 180/2008 que obriga a adoção de quotas para ingresso em universidades públicas e proíbe a realização de exames vestibulares







A Academia Brasileira de Ciências (ABC) e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), preocupadas com o teor do PL 180/2008 que tramita no Senado Federal solicita aos senhores Senadores que não aprovem o referido instrumento, pelas razões enunciadas a seguir.
O PL determina a reserva de 50% das vagas em IFES para estudantes oriundos do ensino médio em escolas públicas. Adicionalmente, em seu Artigo 2º, proíbe a realização de exames vestibulares ou o uso do ENEM, obrigando que o processo seletivo adote exclusivamente a média das notas obtidas pelos candidatos nas disciplinas cursadas no ensino médio, tornando assim o ingresso no ensino superior dependente dos critérios de avaliação de cada escola. Ainda, o Artigo 3º determina que essas vagas, em cada curso e turno, sejam destinadas a candidatos autodeclarados negros, pardos e indígenas, no mínimo igual à proporção de negros, pardos e indígenas, na população da Unidade da Federação onde está instalada a instituição.


Consideramos que ao mesmo tempo em que o Brasil precisa criar condições mais inclusivas para o acesso à universidade, o País também precisa aumentar a qualidade dos cursos de ensino superior oferecidos em instituições públicas e privadas. A ABC e a SBPC reiteram que o acesso dos brasileiros à educação superior é tão importante quanto o grau de excelência desta educação. A oferta de oportunidades educacionais de qualidade é a garantia da cidadania e do desenvolvimento sócio econômico do País.

Um dos mais importantes instrumentos para se atingir estes objetivos no ensino superior é a "autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial universitária", garantida pelo Artigo 207 da Carta Magna brasileira. Faz parte da autonomia didático-científica a definição pela universidade da sistemática para a seleção dos estudantes ingressantes, lembrando que a Constituição brasileira dispõe no Artigo 208 o seguinte: "O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de (inciso V): acesso aos níveis mais elevados de ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada um."

A atitude das instituições de ensino superior públicas brasileiras quanto às ações afirmativas tem demonstrado o enorme interesse e a criatividade destas organizações no tratamento do importante desafio da inclusão. Diferentes propostas de ações afirmativas, adequadas a cada cultura institucional e regional têm sido adotadas e é nosso entender que não se deve ceifar este movimento com uma obrigação uniforme e atentatória à autonomia universitária.

São Paulo/Rio de Janeiro, 4 de julho de 2012

Atenciosamente,

Helena Bonciani Nader
Presidente da SBPC

Jacob Palis
Presidente da ABC

Cientistas descobrem por que tomates vistosos não são saborosos

Agência FAPESP – Um grupo de pesquisadores nos Estados Unidos identificou as alterações moleculares responsáveis pelo amadurecimento uniforme característico da maioria dos tomates à venda em supermercados e feiras.

Essas alterações fazem com que os tomates amadureçam no tempo certo para os vendedores, ganhando em aparência e aumentando as vendas. Mas o amadurecimento uniforme também implica em redução no sabor do fruto, que acaba com “gosto de papelão”, segundo a revista científica Science, que acaba de publicar os resultados do novo estudo.

Há mais de meio século os produtores têm desenvolvido e selecionado variedades de tomate com coloração verde clara e uniforme antes do amadurecimento.

Na nova pesquisa, Ann Powell, da Universidade da Califórnia em Davis, e colegas dos Estados Unidos, Espanha e Argentina identificaram que o gene responsável pelo amadurecimento do tomate codifica um fator de transcrição denominado GLK2.

Esse fator, uma proteína que regula outros genes, aumenta a capacidade de o fruto fazer fotossíntese, ajudando na produção de açúcares e de licopeno, substância carotenoide que produz a cor avermelhada.

O problema é que a mutação responsável pelo amadurecimento uniforme desativa o gene GLK2. O resultado é que a produção com base no amadurecimento uniforme tem o efeito indesejado de promover o desenvolvimento inferior dos cloroplastos, que contêm a clorofila responsável por transformar energia solar em açúcar. Ou seja, com a perda nos cloroplastos, cai também a produção de ingredientes fundamentais para o sabor do fruto.

“A informação a respeito do gene responsável pelo amadurecimento em variedades selvagens e tradicionais fornece uma estratégia para tentar recapturar as características de qualidade que acabaram excluídas involuntariamente dos modernos tomates cultivados”, disse Powell.

Os autores do estudo sugerem que a manipulação dos níveis de GLK os de seus padrões de expressão podem eventualmente ajudar na produção de tomates e de outros produtos agrícolas com melhor qualidade.

O artigo Uniform ripening Encodes a Golden 2-like Transcription Factor Regulating Tomato Fruit Chloroplast Development (doi: 10.1126/science.1222218), de Ann Powell e outros, pode ser lido por assinantes da Science em www.sciencemag.org/content/336/6089/1711.

Bateria que pode ser aplicada como tinta


Agência FAPESP – Cientistas da Universidade Rice, nos Estados Unidos, desenvolveram um tipo de bateria que pode ser pintada na maioria das superfícies.

A bateria de íons de lítio é recarregável e é aplicada como se fosse tinta em spray, em camadas, com cada camada representando os componentes de uma bateria convencional. A novidade foi publicada nesta quinta-feira (28/06) na Nature Scientific Reports.

“Com isso as embalagens tradicionais das pilhas e baterias dão lugar a uma abordagem muito mais flexível, que permite inúmeros tipos de novos designs e de possibilidades de integração com dispositivos elétricos e eletrônicos”, disse Pulickel Ajayan, professor de engenharia mecânica e química da Universidade Rice.

O grupo de Ajayan experimentou diversas alternativas para conseguir representar as cinco camadas de componentes em uma bateria: dois coletores de corrente, um cátodo, um ânodo e um separador polimérico.

Os materiais foram aplicados por ar comprimido em materiais como polímeros flexíveis, azulejos, vidro, aço inoxidável e até mesmo canecas de cerveja, para ver como se aderiam a cada substrato.

Em um dos experimentos, nove azulejos com baterias aplicadas foram conectados em paralelo. Em um deles os cientistas colocaram uma célula solar que convertia energia a partir das luzes do laboratório.

Quando totalmente carregadas tanto pelo painel solar como por uma corrente elétrica, as baterias foram capazes de alimentar uma série de LEDs que se acendiam formando a palavra “RICE” por seis horas, com uma voltagem regular de 2,4 volts.

A primeira camada, do coletor de corrente positivo, é uma mistura de nanotubos de carbono de parede única com partículas de carbono dispersas em N-metilpirrolidona, um composto químico. A segunda camada, o cátodo, contém óxido de lítio-cobalto, carbono e pó ultrafino de grafite.

A terceira camada é o separador polimérico, feito de uma resina (Kynar Flex), um termoplástico transparente (PMMA) e dióxido de silício. A quarta camada, o ânodo, é composta por óxido de titânio e lítio, e a quinta camada, uma tinta condutiva à base de cobre, diluída com etanol.

“O mais difícil foi atingir estabilidade mecânica. Nisso, o separador teve um papel fundamental. Verificamos que os nanotubos e as camadas do cátodo se aderiam muito bem, mas, se o separador não fosse estável, os nanotubos se desprenderiam da superfície. Adicionar o PMMM deu ao separador a adesão correta”, disse Neelam Singh, pesquisadora do grupo de Ajayan.

Os pesquisadores da Universidade Rice entraram com pedido de patente para a técnica, que eles pretendem continuar a estudar para que possa oferecer melhor rendimento e eventualmente ser lançada comercialmente.

O artigo Paintable Battery (doi: 10.1038/srep00481), de Pulickel Ajayan e outros, pode ser lido em www.nature.com/srep/2012/120628/srep00481/full/srep00481.html.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Prêmio Fotografia-Ciência & Arte recebe inscrições

Prêmio do CNPq estimula a divulgação de trabalhos científicos por meio de imagens realizadas pelos próprios pesquisadores (CNPq)

         Estão abertas até o dia 2 de agosto as inscrições para a segunda edição do Prêmio Fotografia-Ciência & Arte. Criado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o prêmio visa estimular a divulgação de trabalhos científicos por meio da exposição de imagens realizadas pelos próprios pesquisadores, com intuito de dar maior visibilidade à pesquisa científica nos meios de comunicação.

        São três categorias: “Lentes convencionais”, “Lentes especiais” e “Imagens editadas”. Os vencedores em cada uma das categorias receberão prêmios de R$ 8 mil para o primeiro lugar, R$ 5 mil para o segundo e R$ 2 mil para o terceiro colocado.

       O primeiro colocado de cada categoria também receberá passagens aéreas e hospedagem para expor suas fotografias e receber a premiação durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. Os resultados do prêmio serão anunciados no início de outubro.

     Mais informações e inscrições: premiofotografia.cnpq.br.

LHC Identifica Provável Bóson de Higgs

Pesquisadores anunciam descoberta de nova partícula, mas ainda precisam de tempo para confirmar que se trata mesmo do arredio bóson que completaria o Modelo Padrão.
Num feito que ficará para sempre marcado na história, físicos do CERN (Centro Europeu de Pesquisas Nucleares) anunciaram nesta quarta-feira (4) terem encontrado uma nova partícula, com características compatíveis com o almejado bóson de Higgs.
A descoberta, feita com dois instrumentos do LHC (Grande Colisor de Hádrons), o maior acelerador de partículas do mundo, foi anunciada numa teleconferência na sede do CERN, em Genebra (Suíça), transmitida ao vivo para a abertura da 36ª Conferência Internacional em Física de Altas Energias (ICHEP), em Melbourne, Austrália.
O bóson ganhou esse nome em homenagem ao físico escocês Peter Higgs, um dos vários cientistas que desenvolveram a teoria de como as partículas poderiam ter massa, mais tarde incorporada ao Modelo Padrão.
Trata-se da mais completa teoria física já desenvolvida, que explica em detalhes como funcionam todas as partículas e forças da natureza, exceto a gravitação (que ainda é província exclusiva da relatividade geral). Praticamente tudo nele já havia sido experimentalmente confirmado anteriormente, exceto o bóson de Higgs. É a última peça do quebra-cabeça.
"A descoberta do Higgs coroa um dos maiores feitos da humanidade, desde sua concepção intelectual, baseada em noções de beleza e simetria, aos incríveis avanços tecnológicos necessários para materializar esta descoberta", diz Ronald Shellard, pesquisador do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF) e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Física (SBF).
Questões em aberto - Os pesquisadores das colaborações CMS e ATLAS - nomes dos dois experimentos responsáveis pelo achado - ainda são cautelosos ao afirmar que a nova partícula é mesmo o bóson de Higgs.
Os dados mostram além de qualquer dúvida que há uma novidade: uma partícula com energia de 125 GeV (giga-elétronvolts) que decai, entre outras possibilidades, em um par de bósons Z (já conhecidos), que depois se dissolvem em outras partículas. É o resultado desses decaimentos sequenciais que é observado nos detectores do acelerador. A partir dele, os cientistas fazem a "engenharia reversa" do processo para identificar as características originais da partícula.
"Apesar de os eventos [de colisões de partículas no acelerador] sugerirem que estejamos diante do bóson de Higgs, a confirmação de que se trata realmente da partícula predita requer mais medidas comparativas", afirma Sérgio Novaes, físico da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e membro da equipe do CMS.
Concorrência - Na segunda-feira (2), os americanos chegaram a divulgar suas últimas análises dos velhos dados, que mostravam a indicação de uma partícula com as características do bóson de Higgs e uma energia entre 115 e 135 giga-elétronvolts (GeV), com 90% de confiança. Entretanto, ainda estava longe do grau de exigência da comunidade para tratar o resultado como uma descoberta. Somente, agora, com os resultados do LHC é possível cravar a existência da nova partícula, com energia de 125 GeV.
Fim ou recomeço? - A descoberta do Higgs sempre foi anunciada como principal meta para a construção do LHC. Agora que ele provavelmente foi encontrado, pode ficar para o público uma sensação de vazio. Mas o sentimento não é compartilhado pelos físicos.
"Em primeiro lugar, há um equívoco em focar muito no bóson de Higgs", afirma Shellard. "Todos concordamos que o bóson de Higgs não vale US$ 10 bilhões. Essa máquina, o LHC, foi concebida para explorar a natureza! A descoberta do Higgs coroa o maior feito intelectual da história da humanidade até agora, uma teoria que explica uma infinidade de fenômenos naturais. Mas, para o LHC, ela é apenas o começo."
Brasil no CERN - Para fazer parte dessa aventura de desbravamento de maneira mais intensa, o Brasil discute desde 2010 a possibilidade de se associar ao CERN, e uma nova etapa acaba de ser cumprida para que isso se torne realidade. O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, já aprovou o envio de um documento que descreve as qualidades técnicas e científicas do Brasil e que dá andamento à negociação.
"Demos um passo importante para que o Brasil seja um país protagonista das grandes descobertas científicas", diz Raupp. "Essa ação também terá como consequência mobilizar a indústria para participar dos avanços tecnológicos significativos que são gerados na interação com o CERN."
As conversas começaram ao final do governo Lula, sob a batuta do então ministro Sergio Rezende, mas ficaram paradas durante o ano passado por conta da crise econômica. Agora voltaram a avançar.
Assim que o Conselho do CERN receber o relatório, irá nomear uma comissão para verificar pessoalmente as instalações nacionais de pesquisa. Uma vez que o Brasil seja aceito como membro, o acordo a ser assinado entre as partes ainda precisará ser aprovado pelo Congresso Nacional para entrar em vigor.
Mas os físicos brasileiros já se animam com a perspectiva de fazer parte desse esforço para desvendar os mistérios que residem além das teorias científicas consagradas, acessíveis através das colisões geradas pelo LHC.
(Ascom da SBF)

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Invento com jeitinho brasileiro vira capa de revista científica

Redação do Site Inovação Tecnológica - 01/06/2012


 Com US$2,00 os brasileiros substituíram um equipamento de US$ 25.000,00, abrindo caminho para a popularização da espectrometria de massas. [Imagem: Schwab et al./Analyst].

Jeitinho inovador
      Parece que o jeitinho brasileiro funciona também na ciência.
     Pesquisadores brasileiros desenvolveram um equipamento de alta tecnologia usando recursos inacreditavelmente simples.   Jesuí Vergilio Visentainer, da Universidade Estadual de Maringá, no Paraná, liderou o desenvolvimento de uma fonte de ionização e dessorção de amostras para análise por espectrometria de massas.
    Trocando em miúdos, é um dispositivo inédito, sensível e portátil, que promete simplificar a análise dos componentes químicos presentes em uma amostra de material.    Um equipamento desse tipo custa hoje cerca de US$25.000,00.     Jesuí resolveu o problema com US$2,00.
     O aparelho foi construído com uma lata de ar comprimido, uma mangueirinha de soro, uma agulha de injeção e um capilar de sílica.
     A inovação brasileira foi considerada tão marcante e criativa que mereceu a capa da revista científica Analyst, da Royal Chemical Society.




O invento brasileiro será capa da edição de Junho da revista Analyst. [Imagem: RSC/Analyst]

Espectrometria das massas
     A espectrometria de massa, até poucos anos atrás, era considerada uma técnica de elite, cara e complicada.
     Aos poucos, graças a avanços em instrumentação e ao desenvolvimento de técnicas revolucionárias de ionização, a técnica já está disponível em laboratórios de quase todo o mundo.
      Com a inovação brasileira, a espectrometria de massa poderá se transformar em "espectrometria das massas", popularizando-se de vez.   "A ideia é ver o dispositivo disseminado, e não apenas em laboratórios de análises. Uma dona de casa poderia verificar se o tomate está contaminado, e o marido, se o vinho e a cerveja são de qualidade. Costumo brincar que a espectrometria de massas é um canivete suíço," diz o professor Marcos Eberlin, da Unicamp, que coordenou o estudo.

 Patente e mercado
       Jesuí cita ainda o exemplo das competições esportivas, onde o aparelho poderá ser usado para a realização de exame antidoping.
      O material a ser analisado é recolhido através do equipamento e pulverizado em um espectrômetro portátil - o exame ficaria pronto em cerca de 30 minutos.
       Um pedido de patente do equipamento foi feito conjuntamente pelas universidades de Maringá e Campinas, junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). Segundo o professor Jesuí, já há empresas interessadas em produzi-lo.

Bibliografia:
Easy dual-mode ambient mass spectrometry with Venturi self-pumping, canned air, disposable parts and voltage-free sonic-spray ionization. Nicolas V. Schwab, Andreia M. Porcari, Mirela B. Coelho, Eduardo M. Schmidt, Jose L. Jara, Jesui V. Visentainer, Marcos N. Eberlin. Analyst, Vol.: 137, 2537-2540.


domingo, 17 de junho de 2012

Homenagens ao Dia do Profissional da Química e ao XVI Aniversário do Curso de Química da UVA


    Homenagens ao Dia do Químico e ao XVI Aniversário do Curso de Química

18 de Junho de 2012.

 

Auditório da Biblioteca Central


Campus da Betânia
Sobral - CE